Viajei nessa aula – Brasil
Trilha sonora: School’s Out – Alice Cooper
Olá colegas de classe, justo quando ia começar a escrever semanalmente no Perdi, consegui tirar minhas férias e estou a caminho (literalmente – estou escrevendo de um cyber café em SP – Guarulhos) da Europa. O roteiro (sujeito a alterações) é o seguinte: Berlim (de 8 a 16 de junho), Amsterdam (16 a 19), Paris (19 a 23) e Londres (23 a 29), chegando no Brasa dia 30.
O Diego TCHÊ GORIAM me deu a ideia de fazer algo como um diário da viagem, contando sobre as experiências, funcionando como dicas e algumas histórias para vocês e um relato pessoal para mim. Até agora não tenho muito o que dizer, só que tinha uma garotinha chutando meu banco sem parar no voo Floripa-SP. Deve ser o clima de Copa.
Céu azul sem nenhuma nuvem, apenas uma cortina cinza que envolve toda cidade de SP, tornando o visual inacreditável e ambíguo. Feio pela sujeira, mas belo por representar bem o embate homem x natureza, mas isso fica pra outro post.
Por enquanto é isso, sem muitas notícias. Espero que minha mala chegue direitinho em Berlim porque a minha escola/trabalho está fechada para o verão. Abraços!
Pensamentos:
07/06/2010
“O céu azul contrastou com um muro cinza erguido diante de São Paulo.
A linha no horizonte é milimétrica. Ar puro/sem ar.
O avião cortou a cortina e pousamos.
Uma mulher achou que tinha esquecido a bolsa na aeronave, então todos no ônibus a esperam para que ela enfim notasse que sua amiga, também no ônibus, já tinha pego a bolsa. Durou menos de 10 minutos. As pessoas foram impacientes.
Os brasileiros foram.
6h30 para matar.
30min no cyber café, 2h30 de Pulp Fiction no Ipod e 3h30 sentado, andando, pensando no que me espera.
Esperando.”
“Eyes of the Future” (Portão de entrada para o embarque em SP)
*********************************************************************
OBS: A ideia era escrever os textos durante a viagem, mas como acessar a internet ficou um pouco difícil, acabei escrevendo algumas coisas no meu caderno e completei quando cheguei de viagem. O texto acima é o único escrito 100% durante a viagem. Preferi conservar porque foi feito no calor do momento, sem complementos. A partir deste, todos os textos foram escritos após a viagem (com exceção dos “pensamentos”).
*********************************************************************
São Paulo – Alemanha
O voo até Frankfurt foi barulhento, cansativo mas divertido. Logo que sentei na minha poltrona, uma garota sentou do meu lado e me cumprimentou: “oi”. Respondi na mesma moeda e quando comecei a perguntar se ela sabia o horário ela me interrompeu com um sotaque carregado: “hmm não falo português bien, español or english?”. Depois de algumas risadas e com o avião no ar, acabei conhecendo melhor uma garota divertidíssima de Berlim, Nora Emanuelle Boehmer.
Entre berros (que deixariam o Edson Cordeiro no chinelo) de uma criança, ela me contava como tinha gostado do Brasil e que estava voltando pra Alemanha desempregada mas com entrevistas marcadas. Exercitando meu inglês expliquei como eu estava indo para Europa pela primeira vez e que a única palavra que sabia em alemão era Danke (obrigado). Nora acabou anotando umas palavras no meu caderninho para facilitar minha vida: Bitte (por favor), Entschuldigung (com licença) e claro, Ein Bier bitte (uma cerveja por favor). Também me deu dicas de lugares legais para conhecer e me passou seu contato caso eu precisasse de algo lá.
Já era madrugada e ainda faltava algumas muitas horas para completar o total da viagem (11h30) quando coloquei o fone e resolvi ver um filme. Entre algumas das opções tinha Invictus, Pelé Eterno e O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus. Fiquei com o último. Excelente escolha! Depois do filme o meu sono brigava com o berro da criança, no fim meu sono perdeu.
Chegando em Frankfurt muito cansado ainda tinha que correr pra pegar outro voo para Berlim. Assim que saí da sala de bagagem já tinha um corredor de policiais da imigração. Entreguei meu passaporte e o oficial com uma cara amarrada perguntou se era a minha primeira vez na Europa, quando estava respondendo que sim ele devolveu o passaporte e me liberou. No aeroporto toda sinalização era em alemão e inglês, com funcionários esperando para ajudar. Chamei um deles e expliquei que estava fazendo escala pra Berlim e perguntei para onde deveria ir. Ele me respondeu “Brasileiro?” e eu “Porra, meu sotaque é tão ruim assim?”. Rindo ele me explicou direitinho o andar que tinha que ir. Passando na segunda parte da imigração um oficial olhou meu passaporte por uns 5 segundos, carimbou e mais nada. Danke!
Enquanto esperava meu voo e andava pelo saguão, vi umas casinhas de vidro com o símbolo da marca de cigarro “Camel”. São espaços para os fumantes, muito pequenos e muito sufocantes só de olhar. Galera baforando um na cara do outro e adorando.
Ok, já são 16h, tá na hora! Voo de 1h até Berlim, foi tão rápido que não consegui nem pedir uma bebida. Às 17h30 pousamos na capital da Alemanha e finalmente minha viagem ia começar. Ansiedade, felicidade, curiosidade, saudade, tudo explodindo no peito. E aí…
…continua semana que vem. : )





contato@perdiessaaula.com
Ah… só na próxima semana?! Agiliza pra amanhã! Tô no aguardo!
hahhaha
deixa a criança chorar, pô!
não deve ser fácil viajar com criança.
semana que vem? deixa de ser vagabundo e escreve de novo amanhã!
abraço
O Ricardo Jahn foi um amigo de infância que só conheci na faculdade. Ganhei uma amizade baseada em respeito mútuo, admiração mútua e interesses em comum. Quando ele falou que ia viajar, pedi pra criar um diário de bordo. Afinal, todo semestre, vários alunos nossos pegam a estrada para curtir, fritar batata frita ou aprender outro idioma. Divirta-se e aprenda com a Eurotrip de @ricardomj. Tenho certeza que você também vai ganhar um amigo de infãncia.
Só eu sei o motivo dele ter ido para Europa!
Fugir dos fãs alucinados no Brasil por ele ser o vocalista do Dead Fish! HAHAHAHAHHAHAHAH
Boa viagemmm “Rodrigo”, tudo de bom e aproveita o máximooo!
E na parada em Amsterdam, não esquece de trazer uns bolinhos de haxixe para os amigos! HAHA
Você foi pra SP num Fokker 100? =P
Gostei desse 1º capítulo, e da ideia de compartilhar isso, quem sabe é um estimulo pros mochileiros indecisos.
Legal esse “abrigo” da Camel. É aquela teoria de que o cigarro une as pessoas =P
No aguardo de mais “causos”.
Parabéns, Diego, pela ideia de convidar o Ricardo para acompanharmos essa sua viagem.
Ricardo, boa viagem e boa diversão!
Abraços
Te ler meu deu uma vontade imensa de viajar. Aquela coceirinha, sabe? Acho que até o final eu tô com a passagem comprada. hahaha
Beijos
Cara, a história da criança chutando seu banco e gritando loucamente em pleno vôo me fez reviver maus momentos. Num vôo que fiz, ainda peguei uma excursão de idosos e sentei numa poltrona com o visor lcd detonado.
[...] Post anterior: Brasil Tags: amsterdã, berlim, europa, londres, mochilão, paris, trip, viagem [...]