Viajei nessa aula – Amsterdã
*Resposta do post passado: O que está escrito no outdoor é “Alimentação para cães e gatos.
almo nature. Da perspectiva (do ponto de vista) dos bichos”.
Se não me engano é produção do Toscani.
Mas vamos continuar…
Quarta-feira (16 de junho)
Cheguei em Amsterdã às 15h, na estação Zuid. Você que nunca foi para Amsterdã e está se perguntando que raios é a estação Zuid, bem vindo ao clube! Desci do trem e fiquei um tempinho procurando uma ajuda, porque como não é uma estação de grande porte, não tem muitos funcionários para ajudar turistas perdidos como eu, mas tinha um postinho escrito “information”.
Perguntei para uma senhora como chegava na Estação Central e ela me perguntou qual das. Aí voltou aquela palavrinha na cabeça “fud..”. Como assim qual das? Tem mais de uma? Reparando na minha cara de preocupação ela deu um sorrisinho maroto e falou “a estação central de qual cidade? Amsterdã?”. Espertinha não? Ok, caminho explicado, comprei um ticket na máquina e fui pegar o trem. Sabe quando você tem certeza que tem alguma coisa errada? Poisé, eu estava sentindo isso cada vez que não ouvia nenhuma menção a Estação Central quando o motorista-maquinista falava as paradas do trem. Quando a moça do trem vem conferir minha passagem ela olha assustada pro meu ticket, olha pra mim e ri.
S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.
“Você comprou o bilhete errado, esse trem não vai para a estação central. Você tem que voltar até a outra estação (não lembro o nome) e pegar o trem tal”. Vai pra lá, volta pra cá, entro no trem e confirmo com umas 4 pessoas diferentes se vai pra estação central. Beleza, agora vai! Que maravilha foi ver as duas palavrinhas: “Centraal Station”.
Agora a tarefa era achar o hostel e para minha alegria só precisei perguntar uma vez. Fiquei no Flying Pig Downtown (existem mais dois: o uptown – perto do museu do van gogh e o beach – na praia). Excelente dica do amigo Fernando Werner, um lugar limpo com quartos com lockers, super tranqüilos, internet gratuita, ambiente legal e o melhor: um bar dentro. Fiz o check-in, deixei a mochila no quarto, peguei o mapinha da cidade na entrada e fui andar um pouco.
O centro de Amsterdã é um pouco caótico, muita gente para pouco espaço. Ruas pequenas, lojas e mais lojas, pessoas tentando te empurrar coisas pra comprar, pessoas com a mente em outra galáxia e mais lojas. Comecei a ficar um pouco agoniado e então fui virando nas ruas até que cheguei num canal. Vista linda, barquinhos passeando, as casinhas grudadas umas nas outras, sem muito barulho e incomodação. Fui passando de canal para canal (são muitos) até que cheguei ao famoso Red Light District.
“O lugar onde tem as prostitutas nas portas, paradas que nem manequim?” Exato.
Sensação bem estranha de ver as moças nas “vitrines” de seus quartos. O mais estranho ainda é ver como todos se sentem confortáveis. Famílias com crianças, idosos, todos andando e passando pela frente, sem se sentirem ofendidos. Não existe clima vulgar. Amsterdã tem o “ilegal” como maior garoto propaganda, então eles nunca vão deixar rolar sexo no meio da rua ou vender alguma droga que vai causar um “piripaque” no turista. É um clima muito mais de surpresa e engraçado do que de sensualidade e erótico.
De todo jeito, foi no Red Light um dos momentos mais engraçados da minha viagem. Equanto andava pela rua e as mocinhas ficavam falando “come on in”, notei que um cara saiu de uma das casinhas, totalmente atordoado. Não conseguia ficar em pé, estava muito bêbado ou drogado. Quando me viu, ficava dizendo “no no no” e saiu correndo, caindo e levantando. Pensei que ele tinha se divertido, não quis pagar e tentou sair fora, mas apanhou de algum segurança sei lá. Na curiosidade fui andando até a porta de onde ele saiu pra ver o que estava acontecendo. Quando chego na frente, tem uma mulher de costas, com uma bunda totalmente anormal. Quando ela vira, ela não era ela. Era ele. Saindo da frente da porta, fui pensando “pqp” e comecei a rir muito. O tiozão bêbado deve tá tendo pesadelo até hoje.
Continuei minha volta e acabei achando o Museu do Sexo. Muito bom, engraçado e divertido. Fotos de filmes pornôs antigos em que a mulher usava mais roupa que um cavaleiro medieval, esculturas, revistas, quadros e o mais engraçado: surpresas! O museu têm várias brincadeiras para o seus visitantes, como por exemplo uma que aconteceu com uma menina perto de mim: enquanto olhávamos umas figuras, a gente ouvia um “pssiu, pssiu”, só que não tinha ninguém. Então descobrimos uma porta meio escondida. Quando a menina chegou perto, saiu uma fumaça e um boneco/manequim abrindo um roupão e mostrando o “boneco” dele. Enquanto ela berrava eu ria. Muito bom! Telefones em que você podia ouvir um tele-sexo, animações explicando a história do sexo desde o começo dos tempos e mais risadas continuaram no passeio.
Saindo do Museu, continuei minha pernada mais um pouco, só para conhecer as redondezas e voltei para o hostel. Quando entrei estava começando o jogo entre África do sul x Uruguai. Bastante gente chegando, sentando no bar e acompanhando o jogo. No Flying Pig é impossível ficar mais de 1 minuto sozinho, sempre chega alguém conversando, querendo trocar uma idéia, saber sobre sua viagem e falar sobre a dela. Interação total. Na frente do bar tinha uma sala reservada para fumar já que em qualquer outro ambiente (além do quarto) era proibido fumar. A sala era meio que uma mini-comunidade com almofadas para o pessoal deitar, muitos livros, isqueiros entre outras coisas.
O trânsito entre o bar e o fumódromo era grande. Enquanto conversava com um canadense no bar, chegou um americano berrando “YEEAAAAH LETS GET FUCKED UP”. Berramos “woohoo” e ele continuou convocando a galera. Algumas cervejas depois fui dormir. Quando cheguei, o quarto (para quatro pessoas, com dois beliches) estava vazio. Arrumei as coisas e deitei. No meio da madrugada escuto um barulho que parecia um trator subindo o morro da lagoa que de vez em quando quase morria ou engasgava sei lá. Antes que fizesse alguma coisa sobre o ronco do meu colega de quarto, outro colega deu um bico na cama do cara no maior estilo Branco cobrando a falta na Copa de 1994 contra a Holanda.
Silêncio e paz.
Quinta-feira (17 de junho)
Quando acordei, descobri que meus colegas de quarto eram três espanhóis que viajavam juntos: o Trator, A Branco (era uma garota) e a namorada do trator. Conversinha básica nome-deonde-ficaatéqnd-quelegaaaaal e me mandei pra rua. O destino era o museu do Van Gogh, mas claro, tinha que me perder antes. Depois de ter certeza que estava no caminho certo notei que não tinha certeza de coisa alguma. O legal é que me perdendo acabei achando sem querer a Rembrandtplein, uma praça linda com muita natureza e uma estátua do pintor holandês Rembrandt van Rijn. Depois de algumas informações retomei o caminho certo e cheguei ao Museu Van Gogh.
É realmente incrível. Ao lado dos quadros, muitos textos contando a história da vida do pintor. O que mais me impressionou foi que suas obras estão organizadas de acordo com a data, então é possível notar como Van Gogh realmente foi ficando cada vez mais depressivo ao longo da vida. Suas cores, traços e telas de um modo geral, foram ficando mais tristes. Lembro de estar lendo frases dele e uma me deixou muito intrigado, algo como “agora eu tenho certeza que nunca vou fazer sucesso, vou morrer sendo um ninguém”. Morreu com um gosto amargo na boca sem nem ter ideia do que viria a ser.
Saindo do Museu fui para o famoso ponto turístico “I amsterdam”, onde tem um letreiro enorme com essa frase. O legal é que quando abri a mochila notei que tinha esquecido a máquina no hostel. Como o tempo não era meu inimigo, resolvi ir até o hostel e voltar para o letreiro, até porque tinha muitas coisas interessantes ao redor. No caminho de volta vejo um letreiro mais legal: Heineken. “As fotos podem esperar”. Quando cheguei no prédio imenso onde estava o nome de uma das minha cervejas preferidas, descobri que era uma espécie de museu e que tinha a tal da Heineken Experience. Deve ter sido carma.
Foi um dos lugares mais legais que conheci, uma verdadeira aula de marketing e como atrair novos clientes e fidelizar os existentes. Diversos vídeos explicando tim-tim por tim-tim toda a história da família Heineken, como a cerveja é feita, a criação e evolução da marca. A experiência fica por conta da parte em que você “vira uma cerveja”. O pessoal vai para uma sala onde tem um vídeo explicando que todos ali vão virar uma cerveja. As imagens mostram todo o processo normal que leva a Heineken até a prateleira, enquanto o chão da sala balança, treme, é espirrado água em você, passando a impressão de o que está acontecendo na tela, também acontece com você.
No final, todo mundo sai da sala e várias garçonetes estão esperando com copos cheios para saborear a boa e velha Heineken! Além de divertir, o passeio potencializa a força da marca, mostrando os eventos que ela está presente, como a Liga dos Campeões: com uma sala de camisetas e quadros, festas: com uma sala toda decorada com sofás, bar e cheia de luzes, cabines em que você deita e assiste numa telinha, todas as propagandas da Heineken ao longo dos anos, podendo escolher o ano que você quiser.
Antes de acabar o passeio, você tem ainda 3 possibilidades de interação: pode escrever seu nome no rótulo de uma longneck que está sendo fechada, tirar fotos pela câmera de um computador e mandar para o seu email e de amigos, e o mais usado, uma câmera filma você e seus amigos num fundo falso, enquanto na tela é projetado um barco andando pelos canais de Amsterdam com cantores que remam, ou seja, parece que todo mundo está no barquinho cantando e pulando de alegria. O detalhe é que eu estava sozinho, então ficar ali pulando e cantando sem alguém era meio estranho, mas não fazer também não rolava. O que fazer? Espera juntar uma galera que vai filmar e chegar pulando junto. Comigo deu certo.
Seguindo minha “viagem” para pegar a câmera, conheci um brasileiro no hostel que estava indo para o Museu Van Gogh. Combinamos de ir juntos já que eu ir pro mesmo lado. Ele só pediu que antes a gente “desse uma paradinha” que ele ia fazer um negócio. Parada feita, ele volta com uma sacolinha e diz “vamos pelo Vondel Park?”. Perfeito, já queria conhecer o parque, o dia estava lindo, vamos que vamos.
Andamos um pouquinho e resolvemos sentar. Eis então que esse amigo tira da sacola seu almoço: duas caixinhas de cogumelo. Perguntei se ele ia comer tudo e ia pro museu. Sorrindo disse que sim e pergunta se eu queria. Disse que não e falei “cara, vai ser uma visita única ao museu, queria ir só pra te ver lá dentro”. O fulano foi para o museu enquanto eu fui para o letreiro dos turistas. Típico programa que você às vezes não quer, mas tem que fazer. Tira fotinho na frente, tira fotinho em cima e tal.
Depois de perambular mais um pouco pelo Vondel Park, resolvi voltar pro hostel por um caminho diferente. O resultado é que o percurso que deveria ter levado 30 minutos, durou um pouco mais de 2 horas. Não é que me perdi, porque na verdade não estava procurando, entenderam? : ) De todo jeito, cheguei no hostel e estava passando o jogo entre México e França. Mais cerveja, mais gente desconhecida virando conhecida e mais cerveja noite a dentro. Nessa noite conheci um holandês nascido em Amsterdã e conversamos bastante sobre a cidade. Falei para ele que tinha gostado da cidade, mas que a parte central era turística demais, com muitas lojas e suja, mas imaginava que fora do “centrão”, a cidade era mais bonita. Ele concordou e disse que Amsterdã é muito mais do que a capital da maconha. Tem parques lindos, jardins, praças, bares e baladas legais e com muita coisa interessante. Realmente, se você quer chapar a cabeça 24h por dia, lá é o lugar, mas também é o lugar de muitas, mas muitas outras coisas legais. Conversa vai e gelada vem, hora de ir pro quarto e ver se o trator estava ligado.
Estava.
E a Branco?
Se fez presente novamente, graças aos deuses do sono.
Sexta-feira (18 de junho)
Eu não tinha conseguido reservar um quarto do dia 18 para o dia 19, mas fui avisado pelo pessoal da recepção que eles tinham uma política de nunca deixar chegar a lotação máxima, eles sempre deixavam camas reservadas para emergências. Não tinha como reservar, só era possível chegar diretamente na recepção a partir das 8h e pedir um quarto, o que foi justamente o que fiz. Como alguém já tinha reservado antes a minha então ex-cama no quarto do trator, fui para outro quarto, tão bom quanto e sem nem um barulhinho na hora de dormir.
De quarto trocado, guardei as coisas no locker e saí em direção a Casa de Anne Frank. Tinham me dito que a fila era imensa e realmente não era mentira. Uma hora e meia de fila depois, entro na casa que é repleta de fotos, filmes explicativos e textos sobre a história de Anne. É um clima pesadíssimo, não no sentido ruim, mas de tristeza mesmo. Você vai lendo a história, sabendo o que ela e a família passaram se escondendo dos nazistas, o chão fazendo aquele barulho de madeira velha, quartos pequenos, banheiros menores ainda, é um passeio que cansa muito emocionalmente. Depois de tanta tristeza e histórias violentas, a última coisa que vi no museu realmente me deixou angustiado. Um vídeo do pai de Anne, falando que nunca conheceu a filha dele, aquela menina doce na frente dele na verdade era um adulto que sabia e sentia tudo o que estava acontecendo. Em meio a lágrimas ele diz “um pai nunca conhece sua filha plenamente”.
Deixando a tristeza por lá, continuei as andanças sem rumo até que encontrei uma placa “Vodka Museum”. Por que não? Uma moça da Rússia com um sotaque carregado foi me explicando a história da bebida. Os copos eram incríveis, verdadeiros monumentos que pareciam coroas reais. Ela disse que tomar vodka era meio que um evento e por isso os copos não eram só copos, eram obras de arte. Ela também lembrou algo importante: quando você brindar com alguém na Rússia, é falta de educação só dar um gole, tem que virar. No final do tour, o melhor: degustação! E aí foi uma grosseria de opções. Vodka russa, americana, sueca, holandesa e sei lá mais de onde. Tinha até uma vodka com maconha! Fiquei só nas russas. Nasdarovia! (Algo como saúde em russo).
Devidamente calibrado, resolvi dar uma passada no hostel para pegar um casaco (estava ficando frio) e continuar andando na rua até madrugada. Peguei o casaco, mas antes de sair, um pit stop no bar. Enquanto apreciava o meu vaso de cerveja, um americano de uns 17 anos sentou do meu lado com uma cara de louco. E ele estava. Falando em slow motion enquanto curtia muito um sorvete e rindo várias vezes de tudo, ele me contou como ganhou na loteria 50 mil dólares. Sim, 50 mil dólares! Eu não acreditei no começo, mas depois ele foi contando como tudo aconteceu e notei que ele não estava brincando. Perguntei quanto ele tinha guardado e ele ficou quase um minuto rindo e engasgando com o sorvete. “Nothing dude!! Im gonna spend all here!” (tenho que escrever em inglês pra manter o espírito do cara). Eu não podia acreditar, então insisti e perguntei se ele iria gastar tudo viajando. O dude me respondeu dizendo que como não trabalhou para ganhar aquele dinheiro ele não iria ficar com ele, então iria gastar tudo e só em Amsterdã.
Depois de andar um bom tempo pelas ruas, voltei ao hostel e vi o sortudo americano pulando dentro do fumódromo. Quando notei, ele abriu uma mochila e começou a distribuir maconha/haxixe/sei lá mais o que, como se fosse queijo ralado. Tinha muita, era absurdo. Não satisfeito, começou a pagar cerveja para todos e tirou mais garrafas de vodka da mochila. Na hora pensei, “ele não vai durar meia hora”. Uns vinte minutos depois ele estava totalmente apagado nas almofadas, vestindo uma camisa do avesso e calçando só o tênis do pé esquerdo.
YOU GO DUDE!
Continuei conversando com um pessoal por um bom tempo, até que percebi que faltava algumas horas para o meu trem zarpar para Paris. Hora de tomar a saidera e dar aquela piscada na cama pra dizer que dormiu. Sem trator, sem Branco, deu pra descansar alguns minutos.
Sábado (19 de junho)
Acordei muito cedo porque meu trem saía às 8h16. Fiz o check-out, me despedi dos funcionários do hostel e fui caminhando para a Estação Central. Tudo tranquilo, bem sinalizado e encontrei fácil meu trem. Durante a viagem fui pensando sobre Amsterdã, como todos falam inglês, no trânsito de bicicletas, no excesso de lojinhas, mas principalmente como é realmente uma cidade voltada para o turismo. Não que eu não tenha gostado, mas meu objetivo na viagem era tentar me misturar com as pessoas das cidades, fugindo do roteiro típico turista. Senti que aproveitei muito a cidade mas que faltou conhecer a Amsterdã pelos olhos de quem mora lá.
Mais uma desculpa para eu voltar!
Agora eu ia chegar numa cidade que novamente não tinha ideia como me comunicar e que a única coisa que eu sabia falar na língua local era “Desculpe-me, eu não sei falar francês, você fala inglês? Obrigado e por favor”. E como apenas essas palavras me levaram longe…
Semana que vem: Paris mon amour!
Trilhas sonoras em Amsterdã:
Pink Floyd
Easy All Stars
Bob Dylan
Radiohead
E muitas outras…












contato@perdiessaaula.com
Eu ri muito! E foi bem legal ler o post com a mãe aqui do lado falando “eu fui ai”. Alias, na próxima, para não ter que ficar pegando trem errado, vou te passar o contato da minha prima que mora lá.
Agora…sempre vamos ter Paris.
Palavras que trazem a lembraça de memórias esquecidas de uma semana em Amsterdam. Cheers mijn vriend !
O “woohoo” não foi a galera que gritou. Foi tu sozinho, com toda certeza. Só tu fazes isso quando bebe.
Acho que se eu for nessa parada da Heineken é capaz de eu gostar desse diabo verde. Aqui no Brasil ela está no mesmo nível da Kaiser.
Melhor do que ler tudo, com uma descrição felomenal, é esperar até tu deixar de ser vagabundo e escrever o próximo post. Paris é um lugar que sou amarradão em ir.
Au revoir
Olá, li seu passeio por Amsterdã, na compania do Diego. Muito lindo o que você escreveu – descrevendo realmente – a cidade como ela é, aos olhos dos turistas. Veja bem, todos que conheço, e que estiveram por lá, tem a mesma foto da Heineken…somos então, todos bons apreciadores do que é bom. É verdade, a casa de Anne Frank nos da uma sensação absurda, parece que estamos vivendo aqueles dias tão sofridos, já na entrada eu queria voltar, só não o fiz por insistência de minha sobrinha que me acompanhava. Enfim, foi uma experiência inesquecivel, assim como o museu Van Gogh e alguns outros que visitei. Senti falta, em seu artigo, de comentários sobre o ´passeio de barco pelo canal…você não fez? É maravilhoso, ficamos mais de uma hora a bordo e a gente conhece bastante da cidade; quando voltar lá, não perca. Outro lugar lindo, é o mercado as flores. Também sai de Amsterdã de trem, só que rumo a Munique, viagem linda,de 21:OO a 06:00 h, com o trem parando em estações onde se via banquinhos cobertos pela neve.
Continue fazendo…boa viagem.
Que inveja (da boa!)…
Como moradora de Amsterdam vou apontar o seu erro, que infelizmente é o mesmo cometido pela maioria dos turistas: Ter vindo conhecer Amsterdam no verão europeu!
O centro da cidade fica caótico, não tendo espaço para andar muitas vezes. Nós que moramos aqui, evitamos a região central de Junho até metade de Agosto.
Fora de temporada, os passeios na cidade e idas aos museus são muito mais agradáveis. Você consegue andar pela Kalverstraat (a principal rua de lojas no centro) tranquilamente sem ser empurrado e observando as fachadas interessantes que a rua tem. Existe ali uma elevação de 1508 se não me engando, muito bacana e torta como toda boa fachada antiga da cidade. Ela é a entrada de um museu. Fora a Igreja que fica escondida ali.
Também é muito bacana a feira de livros e quadros que acontece no finais de semana no Spui.
E pra se misturar com os locais, pra fazer algo típico com eles é bom ir até o Albert Cuyp Markt, que é tipo uma feira, mas vende desde peixe fresco até roupas de grife. Lá sim você vai ver como “funciona” o povo.
Na sua próxima vinda aqui, recomendo que venha em Maio. A temperatura (pra quem vem do Brasil) é agradável e a cidade está tranquila. Fora que nessa época você tem a possibilidade de ir a Keukenhof ver as plantações de tulipas e outras flores. Passeio esse também é mais do que típico!
Abraço.
Marina Moreau.
Oi Helena, fiquei feliz com suas palavra. Sobre o passeio de barco, achei que era muito caro e preferi andar pelos canais mesmo, de todo jeito obrigado pelas dicas!
Não diria que foi um erro, mas foi uma outra maneira de conhecer a cidade. O bom é que tenho mais motivos para voltar. Imagino que todas cidades são bem diferentes fora do verão. As plantações de tulipas é algo que realmente queria ver. Valeu pelas dicas Marina!!
Acho que esse foi o post que achei mais engraçado. Ri muito aqui sozinha!!! Já te dei os parabéns pessoalmente, mas só pra constar, PARABÉNS de novo!!! Os posts estão muito bons, dá pra viajar mesmo junto contigo…mais vontade ainda de conhecer cada lugar!
beijo, brother
Já que este é um site que incentiva a cultura, gostaria de esclarecer alguns pontos em que deixaste o leitor com informações de certa maneira incompletas:
— Em cidades com transporte ferroviário funcional, é muito comum teres uma estação central para cada cidade. Isso é, eu acredito, por “design”. Uma estação é central relativa a uma região, conseqüentemente existem diversas estações centrais.
— Também é muito comum teres estações de trem nomeadas de acordo com a posição que esta se encontra em relação ao marco central da cidade, como por exemplo Station Amsterdam Zuid (Estação Amsterdam Sul), ou no caso de Paris com a Gare du Nord (Estação do Norte).
Também acredito que alguns lugares muito interessantes passaram um bocado em branco, por exemplo De Dam que além de ser onde foi construído o primeiro dique de contenção do rio Amstel (Amsterdam vem de Amstellerdam, que significa Barragem do rio Amstel), hoje encontras a Nieuwe Kerk (Igreja Nova), que abriga diversas exposições; o Royal Palace, que foi construído no século 17 para servir de sede de governo; e o Dodenherdenking, que é o monumento para as vítimas holandesas da Segunda Guerra Mundial. Próximo ao Red Light District, também encontras a Oude Kerk (Igreja Velha), que assim como a Nieuwe Kerk também abriga exposições de diversas naturezas. Mencionaste o “Iamsterdam”, que geralmente é colocado em Museumplein (Praça dos Museus), porém não mencionaste o Rijksmuseum (Museu da cidade) que possui diversas obras de pintores famosos—entre eles Rembrandt—, que aparece em uma das tuas fotos.
Acredito que um dos maiores problemas que turistas têm—eu incluso—é o fato de que a maioria dos lugares aqui em Amsterdam são meio escondidos: tu não imaginas que há um belo jardim escondido como o Begijnhof ou que uma fachada do século 16 é uma das entradas para o Museu de História de Amsterdam, em uma das ruas cheias de lojas que mencionaste.
Não posso dizer que não fiquei um pouco frustrado com a imagem que passaste de Amsterdam, onde dentre os atrativos principais estão o Museu do Sexo e o Heineken Experience. Existe muita cultura e história aqui também.
Igor, obrigado pelo comentário e espero te encontrar da próxima vez que visitar Amsterdã, com certeza vou aproveitar muito. Só reforçando o que eu comentei com a Marina: não vejo como erro ou um problema a maneira que eu conheci a cidade. O que atrai e emociona cada pessoa é específico dela, seja o museu do sexo ou obras de pintores famosos. Minha intenção não é dizer o que as pessoas devem fazer na cidade e sim tentar passar a experiência de um turista tentando descobrir uma cidade e um pouco das pessoas que moram lá. Em toda minha viagem, nenhum lugar foi melhor do que as experiências que tive com novos amigos que fiz pelas minhas andanças perdido. Mas como disse, é algo pessoal. Não estou procurando uma opinião qualitativa em relação ao meu diário, é apenas um relato. Apesar de escrever no final do texto inclusive, que senti que podia ter aproveitado mais a cidade, ou seja, admitindo que EU não consegui fazer tudo o que eu queria. De todo jeito, valeu pelas informações adicionais e um grande abraço!
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Oi ricardo blz cara…
tu sabe me dizer se la em amsterdan é muito dificil ou fácil pra conseguir emprego quem não é do país? Brasileiro que saiba falar inglês consegue trampo de boa lá ou é meio dificil?
valeu
Oi Caliu! Então cara, com inglês creio que é bem tranquilo pra conseguir trabalho por lá, sendo que é uma cidade muito turística e que praticamente todo mundo fala inglês. Quais empregos tu consegue só falando inglês eu não sei, mas posso te indicar onde procurar: craigslist! Melhor site para conseguir emprego que já vi. Nas duas vezes que fui para os Estados Unidos, consegui emprego por ele. Aqui já segue o link direto para o craigs de amsterdam http://amsterdam.en.craigslist.org/jjj/
Espero ter te ajudado! Qualquer coisa é só falar, abraço e boa sorte!!